Difusão Erétil

Os remédios são grandes aliados contra a dificuldade de ereção, mas combater a origem também é fundamental

 

Foi o tempo em que o indivíduo achava vergonhoso apresentar dificuldade de ereção. Estudos mostram que cerca de 50% dos homens acima dos 40 anos apresentam alguma queixa sexual. E cada vez mais as pessoas têm a consciência que a disfunção erétil não é o fim do mundo e tem tratamento.

As causas da disfunção erétil podem ser classificadas como psicológica e/ou orgânica. Para um pênis ficar ereto, ele precisa de uma boa circulação, um bom funcionamento do sistema nervoso e uma boa quantidade de hormônio masculino, a testosterona. Se qualquer um desses fatores for comprometido, o resultado pode ser a dificuldades de ereção.

De acordo com o Dr. Fernando Gonini, urologista formado pela USP e autor de artigos relacionados à disfunção erétil, os principais fatores relacionados à parte orgânica são “diabetes, pressão alta, colesterol elevado; algumas doenças que comprometem o sistema nervoso, como Parkinson e esclerose múltipla; e disfunções hormonais, que comprometem a produção de testosterona.” Já na parte psicológica, “ansiedade, medo, culpa, baixa autoestima, estresse, cansaço e em casos extremos a depressão, que entra nos fatores orgânicos, podem contribuir para a dificuldade de erétil”, completa o médico.

De modo geral, em pessoas com menos de 40 anos, as causas psicológicas são mais comuns. E nos indivíduos com mais de 40, os fatores orgânicos são mais frequentes. “Mas isso não impede que o indivíduo mais velho possa ser vítimas de causas psicológicas, ou da combinação desses fatores”, explica Gonini. “Da mesma forma que um rapaz mais jovem também pode sofrer de causas psicológicas, como a diabetes, que atinge todas as idades”, completa.

Para estabelecer um tratamento para a disfunção erétil, é necessário descobrir suas causas. Se elas forem psicológicas, o paciente é encaminhado para um psicólogo ou psiquiatra. Agora se o problema é de origem orgânica, uma das soluções é o chamado estimulante sexual. “A partir do momento em que o tratamento com o remédio para ereção é iniciado, começamos a tratar a causa do problema”, discorre o doutor. “Então encaminhamos o paciente para um endocrinologista, cardiologista, dependo da necessidade. O objetivo é curar a causa e, depois de um tempo, retirar o remédio”, complementa.

É muito comum, quando a pessoa procura o especialista reclamando da dificuldade de ereção, a descoberta de outras patologias relacionadas ao problema. Segundo o médico, “às vezes o indivíduo se preocupa com a ereção, mas é constada uma doença muito mais grave, como uma arteriosclerose ou problema cardíaco.”

Algumas atitudes simples podem prevenir a disfunção erétil. “O fim da prática tabagista, um consumo moderado de bebidas alcoólicas, o abandono do sedentarismo, através do exercício físico, e uma boa alimentação podem contribuir muito com a prevenção da disfunção erétil”, lista Fernando Gonini.

A recente queda da patente do Viagra é vista com bons olhos pelo doutor. “Eu também trabalho em hospital público, e em muitos casos o paciente que possui dificuldades de ereção não tem condições financeiras de comprar o medicamento. Acredito que com o barateamento do produto, muitas pessoas vão ser beneficiadas.”

 

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